segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Voo livre




Asa branca planando ao vento
Olhos de águia, coração de tordo.
Do fundo do mar vem a imagem
Nítida e verde, de um mundo atento.
O voo das aves parece-me morto
Ao traçar rápido da tua viagem.

Subo contigo nas correntes térmicas.
Gaivotas, alvas de inveja, gritam no alto.
Cada vez mais te vejo reduzida ao ponto,
Referência perdida em castelos de água gélida.
Sinto no peito a angústia de um salto.
Nas mãos, um frio reprimido.
Na alma um desejo tonto.


24-02-97